5 caminhos para capitalizar a sua empresa

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Sabemos que os últimos anos não foram fáceis para a economia brasileira, e naturalmente muitos empresários sofreram com a crise.

Entretanto, a economia tem dados sinais positivos de fortalecimento, e o índice de confiança do empresário atingiu o maior nível desde 2010. Ou seja, muitas empresas vão iniciar ciclos de investimento neste ano.

Se você está precisando de capital para dar uma melhorada no caixa da empresa, ou mesmo está buscando alguns milhões para expandir o seu negócio e iniciar um novo ciclo crescente, este post lhe dará dicas interessantes de como conseguir capital, tanto tradicionais como outras opções que talvez você nunca tenha imaginado.

Esperamos que ao final deste post, você saiba as principais opções para dar um salto que pode levar a sua empresa ao próximo patamar.

 

1 – Conseguir recursos a fundo Perdido do governo

 

Imagina conseguir alguns milhões de reais do governo para sua empresa sem ter que pagar de volta? Seria uma maravilha, não?

Mas existem programas de fundo perdido do governo que realmente dão dinheiro assim para empresas? Sim, existem. Acredite. Diversos órgãos como BNDES, FINEP, CNPq, Senai/Sesi, além de várias agências estaduais de amparo à Pesquisa como FAPESP, FAPEMIG e FAPERJ, entre outras, possuem programas deste tipo.

Entretanto, infelizmente não existe fundo perdido para iniciativas de marketing, ampliação ou outras necessidades do empresário. Estes programas só existem para apoiar empresas que realizam projetos de P&D e desenvolvimento tecnológico.

Deste modo, se a sua empresa for de tecnologia, vale a pena dar uma olhada nas oportunidades existentes. A FAPESP, por exemplo, possui um programa denominado de PIPE que concede até R$ 1 milhão de reais a fundo perdido para empresas localizadas no estado de São Paulo. Pode ser uma mão na roda para alavancar a área de P,D&I da sua empresa.

 

2 – Captar um Financiamento

 

Conseguir alguns milhões na forma de um empréstimo com juros baixos pode ser uma boa opção para a empresa se capitalizar para realizar um novo projeto, ampliar, comprar máquinas e equipamentos, expandir sua atuação comercial ou mesmo desenvolver novos produtos e projetos.

Para financiamentos deste porte, uma boa dica é procurar os bancos do governo como o BNDES, FINEP, ou mesmo os bancos estaduais de fomento como Desenvolve SP, AgeRio, BDMG, Fomento Paraná, etc (veja a lista completa aqui).

Como é interesse do governo fomentar as empresas nacionais, estas linhas de créditos possuem excelentes condições em termos de taxas de juros, que são muito mais baixas do que empréstimos tradicionais, e também em termos de prazos de carência e amortização, que podem chegar a 2 a 3 anos para começar a quitar a dívida e até 10 anos para pagar.

Para ir atrás deste tipo de recurso, é indispensável que a empresa esteja em boa situação financeira – patrimônio líquido positivo – além de estar em dia com as obrigações do governo.

Também é necessário que se apresente uma garantia para o crédito, que pode ser real – imóvel, terrenos ou máquinas – ou financeiras, como carta-fiança, aval, recebíveis, etc.

Empresas médias e pequenas podem utilizar os fundos garantidores para garantir parte da operação, o que pode ser bem útil para complementar as garantias possíveis. 

 

3 – Obter de forma rápida um capital de giro

 

Caso a necessidade da sua empresa é ter caixa para manter a operação no curto prazo, conseguir uma linha de capital de giro pode ser a saída para continuar rodando de forma sustentável.

Neste caso, a dica é garimpar entre diversas instituições financeiras existentes qual a melhor linha de capital de giro em termos de taxa de juros, prazos de carência e amortização. Fuja do cheque especial e das linhas fáceis que o seu gerente do banco vive tentando empurrar, pois elas vêm com juros altíssimos – então são bem mais caras no longo prazo. Pode parecer pouco, mas qualquer 1% de economia numa linha de R$ 1 milhão, por exemplo, significa uma economia de dezenas de milhares de reais na hora de quitar a dívida.

Recentemente surgiram diversas novas financeiras no mercado, inclusive as Fintechs de crédito, que possuem um processo rápido e ágil para obter o capital, de modo que ampliou a gama de opções deste empréstimo de curto prazo.

Para obter uma linha desta, é importante que a empresa esteja com uma saúde financeira razoável, não esteja negativada, e preferencialmente consiga apresentar uma garantia sólida para a operação – geralmente imóveis ou veículos.

 

4 – Antecipar os seus recebíveis

 

Uma boa saída para conseguir recursos rápidos no curto prazo é antecipar os seus recebíveis. Nesta operação, a empresa emite o boleto ou a nota fiscal contra o cliente, e recorre à algumas securitizadoras de fomento mercantil, que adiantam o valor do boleto ou nota para a empresa, ficando com a obrigação de receber futuramente do cliente. Cheques e duplicatas também podem ser utilizados neste processo.

Naturalmente, esse adiantamento vem atrelado à uma taxa de desconto – que é o que a securitizadora cobra para ser remunerada pelo trabalho e risco da operação. Esta taxa varia entre 3 a 15% da operação, dependendo de uma série de fatores, incluindo a análise de crédito do sacado (o cliente contra o qual a nota foi emitida).

Para empresas que estejam com o caixa apertado precisando de dinheiro rápido, esta é uma boa opção pois costuma ser muito rápida em relação a conseguir um empréstimo, o que pode levar alguns meses até o dinheiro cair na conta.

 

5 – Receber um investimento privado

 

Deixamos esta opção por último por que não é um dos melhores jeitos de obter capital, uma vez que o investidor irá obter participação da empresa em troca do recurso.

Entretanto, receber um investimento privado pode ser um bom caminho quando:

– A empresa está em estágio muito inicial: nestes casos, um empréstimo pode ser inviável dado o balanço da empresa. Ou então para crescer e se consolidar é necessário uma injeção de capital muito maior do que a capacidade de pagamento da start-up, de modo que receber um aporte de fundo privado passa a ser a única opção.

– Há impeditivos para que se consiga capital de outra forma

– É necessário que a empresa venda parte do seu negócio para se juntar à um player maior, ou mesmo receba não só o recurso, mas também uma mentoria – o famoso Smart Money. Isso pode melhorar a sua gestão, além de abrir novas portas para o negócio, o que justifica a operação.

Nestes casos, o que é recomendamos é se preparar para receber o investimento, o que passa pela realização de uma série de etapas de ajustes na parte financeira, jurídica e operacional da empresa, de modo a tornar o negócio mais atrativo para os fundos e aumentar o seu valuation na hora da transação. Contratar uma consultoria especializada nisto pode ser uma boa saída se o empresário não tem experiência neste tipo de operação.

 

Bônus: Realizar um planejamento tributário

 

Uma maneira relativamente fácil de levantar recursos que geralmente passa despercebida pelo empresário é realizar um planejamento tributário completo e bem feito para o negócio.

Ao avaliar a situação real do pagamento de tributos da empresa, é possível em diversas ocasiões identificar oportunidades onde a empresa pode minimizar a carga tributária – ou seja, passar a pagar menos impostos e tributos. E pagar menos significa dinheiro que fica no caixa da empresa e pode ser utilizado para outros fins.

Além disso, também pode evitar situações de risco tributários e eventuais multas e questionamentos do fisco, salvando o empresário de dores de cabeça.

O resultado desta análise em alguns casos identifica oportunidades também de recuperação de tributos já pagos no passado, de modo que a empresa pode compensar este pagamento a maior em tributos futuros, ou seja, novamente paga menos e consegue deixar mais recursos no caixa para tocar outras iniciativas.

No final das contas, isto é dinheiro no bolso do empresário, que pode ser tão importante como fechar um cliente novo financeiramente falando.

A gente já paga tanto imposto, não? Que tal verificar se não é possível reduzir isto?

 

 

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