Quais os programas de incentivo à start-ups que existem no país?

Então com muito suor e dedicação você conseguiu abrir a sua Start -up e as coisas estão indo bem. Que bom, sabemos o quanto é difícil começar um negócio do zero, ainda mais aqui no Brasil.

Mas mesmo que as coisas estejam indo bem, você deve estar preocupado com o que aflige toda empresa iniciante em um primeiro momento: como ter capital para continuar operando. Não é à toa que mais de 70% das empresas não conseguem sobreviver aos primeiros anos de existência.

Melhorar o produto, crescer a empresa, investir em marketing, conseguir licenças, são várias as fontes que sangram o caixa. E sempre tem aquela lógica perversa: sem investir em marketing não se consegue clientes, e se não há clientes não há dinheiro para investir em marketing, e por aí vai.

Mas calma, apesar das dificuldades, tem uma luz no fim do túnel. Uma não, várias. Existem programas de incentivo para Start-up que podem ser uma mão na roda para te ajudar a passar pelo temeroso “vale da morte”. Então vamos lá aos:

 

Programas de incentivo à Start-ups no país

 

Existem 4 tipos de programas de incentivo para Start-up no país:

 

Fundo perdido do governo federal ou estadual:

 

Fundo perdido, cujo nome técnico é subvenção ou financiamento não-reembolsável, é quando o governo literalmente dá dinheiro para a empresa desenvolver uma nova iniciativa. Na grande maioria dos casos é necessário que a empresa faça um desenvolvimento tecnológico para receber este recurso, pois no fundo o interesse do governo nestes casos é fomentar o avanço tecnológico das empresas no país. Imagina se o governo fosse dar uma mãozinha para todas as empresas pequenas que existem investirem em marketing? Ia falir o governo. Por isso não existe fundo perdido para marketing, vendas, ou para pagar o seu aluguel, mas somente para projetos de pesquisa tecnológica.

Assim, se sua empresa desenvolve tecnologia, procure se há editais abertos que podem ser aplicáveis a você.

Infelizmente a crise diminuiu muito o número de programas existentes, mas sempre surge um ou outro periodicamente, então é bom ficar de olho. Abaixo segue uma lista de órgãos do governo que possuem este tipo de programa:

 

– BNDES: geralmente possui editais para projetos em parcerias com universidades por meio do FUNTEC

– FINEP: ocasionalmente lança editais de fundo perdido para pequenas empresas

– CNPq: possui dois programas interessantes, o CNPq RHAE e o Inova Talentos

– Banco do Nordeste: ocasionalmente lança editais de fundo perdido para PMEs

– Fundações de Amparo à Pesquisa estaduais (FAP). Veja qual é a FAP do seu estado, e avalie se ela concede recursos para pesquisa em pequenas empresas. A FAPESP, FAPEMIG e FAPERJ são as mais ativas neste ponto, lançando editais sempre. A FAPESP possui um programa denominado PIPE, que é permanente, tendo 4 rodadas anuais, e concede até R$ 1 milhão a fundo perdido.

– Start-up Brasil: é o único programa do governo de incentivo a start-ups da área de TI, e concede algumas centenas de milhares de reais a fundo perdido. Está inativo no momento, mas pode reabrir em breve.

 

Financiamento com juros reduzidos

 

Raramente recomendamos aos nossos clientes de start-ups captarem um financiamento, pois empresas em estágio inicial correm um risco alto de não gerarem caixa suficiente para quitar a dívida, o que pode vir a ser tornar uma bola de neve.

Entretanto, isto não é regra e algumas Start-ups podem se beneficiar sim deste tipo de empréstimo. É o famoso microcrédito, que concede valores que vão de aproximadamente R$ 10 a 400 mil reais, dependendo do porte da start-ups.

Caso você sinta que esta é uma boa opção para você, procure os órgãos do governo, pois eles têm as melhores opções em termos de juros baixos. Assim BNDES ou mesmo o banco do seu estado como por exemplo o Desenvolve SP, AgeRio, BDMG, Desenbahia, etc, todos tem programas de auxílio ao micro empreendedor, que contam com juros baixos e longos prazos de carência e amortização.

 

Programas de empresas privadas de incentivo à Start-ups

 

Fugindo um pouco do governo, há os programas de incentivo à Start-ups de grandes empresas.

Recomendamos sempre aos empreendedores avaliar estes programas com cautela. As vantagens são claras: estar próximo à uma grande empresa, que pode comprar a sua solução, ou mesmo investir ou comprar a sua Start-up, além do que estes programas costumam também dar dinheiro para a Start-up, o que sempre é bem-vindo.

Entretanto, estas duas vantagens acabam atraindo tanto o empreendedor que ele não enxerga as desvantagens: em primeiro lugar, nesses processos seletivos a empresa conta toda a sua ideia e modelo de negócio sem nem ter um NDA assinado ou mesmo a garantia de que vai ser selecionada e receber o aporte financeiro (ou que a grande empresa não vá copiar a ideia). Segundo, em muitos dos casos as condições dos programas costumam ser bastante desvantajosas para o empreendedor: tem programas que até obrigam a start-up a fornecer a solução para a grande empresa de graça.

Assim, se você é um peixe pequeno, muito cuidado ao nadar muito perto de um tubarão.

 

Fundos de capital anjo ou Venture Capital

 

Por último, há diversos fundos de investimento para Start-ups e PMEs. Embora este movimento ainda esteja incipiente no Brasil, existe sim dinheiro na mesa para empresas com boas ideias.

Entretanto, é importante enfatizar que há alguns pré-requisitos que a start-up deve cumprir: ser altamente escalável, inovadora, e preferencialmente B2B com modelo de receita recorrente.

Se você atende estas exigências, ótimo. Se não cumpre todos estes requisitos, prepare-se pois não será fácil conseguir um aporte deste tipo no país.

 

Apesar de não ter oportunidades em toda esquina, há várias portas abertas para pequenas empresas se alavancarem e se consolidarem como empresas sólidas em seus mercados. Assim, corra atrás do seu sonho, pois ele pode se concretizar.

 

A idr consultoria é especializada na captação de financiamentos com juros baixos, programas de fundo perdido, e captação de Investimento privado na forma de capital anjo ou Venture capital para pequenas e médias empresas.

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