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Sucessão empresarial na prática: como elaborar um plano de sucessão

Sucessão empresarial na prática: como elaborar um plano de sucessão

A sucessão empresarial é uma ocorrência que tem papel estratégico no futuro de qualquer negócio. É por isso que não faz sentido que ela ocorra sem um planejamento elaborado com base em critérios técnicos e práticos. Contudo, não são raros problemas diversos nesse processo, como:

  • disputas internas;
  • reações emotivas em empresas familiares: levando a atitudes pouco racionais;
  • e, muitas vezes, a simples falta de atenção ao processo de sucessão empresarial.

Nessas situações, a sucessão deixa de ser aproveitada como uma oportunidade de melhora. Ao mesmo tempo, esse é um momento único para transformar o negócio com uma abordagem positiva, visando a inovação, a melhora do desempenho e da competitividade.

Como a mudança no comando da empresa é inevitável em algum momento, confira nossas dicas sobre como transformá-la em uma oportunidade!

O contexto da sucessão empresarial

Para começar, é importante esclarecer que a sucessão empresarial é a transferência da administração do negócio. Isso porque muitas vezes ela é entendida como algo restrito a mudança de poder e de capital entre gerações.

No entanto, em muitos casos, a sucessão ocorre apenas na administração, pois o principal proprietário da empresa continua com a maioria das cotas. Nesse caso, é comum que ele passe a atuar como um conselheiro — o que pode amenizar os efeitos negativos de uma transição.

Ainda assim, especialmente no caso das empresas familiares, a sucessão costuma ocorrer entre diferentes gerações de uma mesma família. Nesse contexto, alguns dos riscos e problemas da sucessão são agravados por questões que têm origem familiar, como disputa entre irmãos e outros aspectos que variam de caso para caso.

Porém, independentemente do contexto da transmissão de cargos, o processo precisa ser técnico e profissional, de modo a aproveitar as oportunidades que se manifestam em qualquer mudança.

O plano de sucessão empresarial

Para falarmos propriamente sobre o plano, é preciso observar que a sucessão começa muito antes da transição. Uma empresa que não pensou antecipadamente sobre a sucessão, certamente vai precisar improvisar no momento de troca de administração. Como consequência, estará mais sujeita a todos os problemas que mencionamos.

Uma sucessão bem executada ocorre com base em um plano estruturado e muito bem elaborado. É por isso que ele é tão importante. Vejamos então nos tópicos abaixo como elaborar esse plano.

Determine o perfil dos sucessores

Do mesmo modo que ocorre com a contratação de um colaborador, o sucessor ideal tem um perfil específico. Os desafios que precisam ser enfrentados pela empresa podem demandar, por exemplo, um dirigente mais prudente ou ousado, dependendo de cada caso.

A diferença em relação à contratação de um colaborador é que, normalmente, existe um número maior de pessoas selecionáveis quando o profissional é procurado no mercado, do que entre alguns poucos elegíveis em uma família — quando é o caso.

Ainda assim, é possível determinar quem se encaixa melhor nas necessidades do negócio. Além disso, é preciso considerar as necessidades do negócio no longo prazo, pois o sucessor não será admitido para ser trocado logo em seguida.

Prepare os líderes para a sucessão

Por mais alinhado às necessidades da empresa o sucessor e por mais qualificado que ele seja como profissional, é muito improvável encontrar alguém que não possa se aprimorar para assumir uma posição tão importante.

Além disso, esse preparo envolve aspectos diversos, como entender a história e a cultura da empresa, o desenvolvimento das capacidades técnicas e muita informação sobre o mercado e o público-alvo.

Em outras palavras, o profissional precisa ser preparado para lidar com o máximo de variáveis internas e externas que influenciam o sucesso do empreendimento. E só dizemos “o máximo”, no lugar de todas, porque nem todas estão sobre o nosso controle direto, como mudanças na legislação, por exemplo.

Elabore e organize as ações de transição

Definido o perfil ideal e tomadas as providências para o preparo da pessoa que mais se encaixa nele, agora é preciso elaborar o plano de transição. Nesse processo, você deve incluir ações como:

  • reuniões periódicas com os responsáveis pela mudança;
  • análise de relatórios e indicadores sobre a situação da empresa;
  • ambientação dos novos participantes, que podem não estar limitados ao sucessor;
  • atividades de engajamento dos colaboradores;
  • reuniões com fornecedores e parceiros importantes;
  • correção de inconformidades, especialmente as tributárias e as previdenciárias.

Basicamente, o sucessor precisa ser apresentado ao mercado de modo a garantir a confiança na empresa e de uma nova gestão com boa performance. Além disso, existem providências burocráticas, como a alteração do contrato social, e outras mais operacionais, como organização da sala de trabalho e confecções de cartões de visita.

Envolva a equipe de trabalho

Nesse processo, o envolvimento da equipe de trabalho merece um destaque especial, pois a falta dele pode comprometer totalmente a transição. Desse ponto de vista, considere que a equipe tende a apresentar certa resistência à mudança.

Afinal, o mais comum é que as pessoas prefiram manter os processos, estratégias e demais características dos negócios, pois a prática continua as tornou confiantes em realizar suas atribuições sem erros e problemas.

A mudança de direção gera insegurança, dúvida e até oposição, especialmente quando alguém desconhecido ou mesmo um profissional que, por algum motivo, não tenha conquistado plenamente a confiança de todos é agregado à equipe. Quanto mais bem-sucedidas forem as ações para reverter ou minimizar esse risco, maiores serão as chances de sucesso do processo.

A ajuda especializada na sucessão empresarial

Com base no conteúdo que você leu até este trecho, é fácil perceber as dificuldades de organizar o processo ideal de transição, ao mesmo tempo em que são tratados todos os outros problemas e demandas de um negócio.

Além disso, as empresas não desenvolvem processos de transição todas as semanas, por isso elas não acumulam o conhecimento e a experiência sobre o melhor modo de executá-la.

Um terceiro aspecto marcante é que, especialmente nas empresas familiares, existem emoções envolvidas. Desse ponto de vista, considere que o modelo de negócio, o produto e os serviços da empresa são como uma criação para o fundador.

Em alguma medida, todas as pessoas envolvidas de verdade com empresa sentem certo apego por sua função, sua autonomia e seu poder entre os colegas, líderes e subordinados.

Por todos esses aspectos, a ajuda especializada poupa problemas, gastos desnecessários e situações inconvenientes no processo de transição. Com a experiência de ter participado e vivido situações diversas, em empresas de portes, culturas organizacionais e contextos diversos, fica mais fácil prever situações e sugerir ações para evitar problemas.

Além disso, um especialista contribui com uma visão externa e profissional, livre do envolvimento emocional que influencia todos os colaboradores e líderes. Por fim, a consultoria especializada opera dedicada exclusivamente ao processo de sucessão, sem envolvimento com a rotina do negócio, garantido que ele tenha a prioridade que merece.

Para concluir, podemos resumir um processo de excelência em sucessão empresarial como uma atividade planejada com critério, base técnica e com ajuda especializada.

No entanto, para entender em detalhes como fazer isso, você precisa conhecer um método comprovadamente eficaz de sucessão empresarial, preferencialmente elaborado por uma consultoria com experiência em casos parecidos com o seu.

 

Conteúdo originalmente publicado em: TBS Consultoria.

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