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De que forma a pandemia impactou no turnover das empresas?

De que forma a pandemia impactou no turnover das empresas?

O turnover, como sabemos, está atrelado à rotatividade de colaboradores em uma empresa.

Também conhecido como taxa de rotativo de funcionários, trata-se de um indicador que pode auxiliar na percepção de algumas questões: a empresa tem perdido talentos? O fluxo de idas e vindas é natural, estável? Quais são as razões pelas quais os trabalhadores têm deixado a empresa?

Saber as respostas para essas perguntas pode auxiliar o RH a compreender o que tem acontecido, quais são as queixas que têm desagradado os funcionários que fizeram o chamado turnover voluntário, a quantidade de nomes de peso que deixaram a companhia.

Durante a pandemia do novo coronavírus, que ainda tem afetado países ao redor do globo, muitas coisas mudaram no cotidiano das empresas: adoção de home office, modificação da jornada de trabalho e, claro, impacto no turnover. Para entender o que a pandemia causou, confira o material que preparamos abaixo.

Turnover: o que mudou durante a pandemia?

Muitas empresas tiveram que enxugar as suas equipes para conseguir sobreviver à pandemia.

Dados divulgados pela mídia ajudam a compreender melhor: de acordo com o jornal O Globo, durante os meses de março e abril deste ano, 4.844 postos de trabalho em Niterói, no Rio de Janeiro, foram fechados.

Em abril, o número de demissões foi de 3.254, o pior índice mensal da série histórica iniciada em 2003 pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

Os setores mais afetados foram o de serviços e o comércio: compreensível, uma vez que boa parte das lojas, restaurantes e espaços análogos ficaram fechados por cerca de dois meses. Para conseguir quitar as contas e não falir, muitos tiveram que modificar completamente os seus serviços, como já falamos, demitir parte dos colaboradores.

O setor da aviação, também afetado de forma significativa pela atual circunstância, sofreu: no início de julho, cerca de 500 funcionários da Azul foram demitidos, em São Paulo e Minas Gerais.

A maior parte das demissões foi de funcionários que atuam no solo, fazendo check-in, em setores administrativos ou com a manutenção das aeronaves.

Segundo o jornal El País, os números são ainda mais escandalosos: em artigo publicado no dia 27 de maio, a mídia anunciou a perda de 1,1 milhão de vagas formais em apenas dois meses de pandemia.

É a maior demissão registrada para o período em 29 anos e é São Paulo o estado com maior número de demissões: na chamada locomotiva do país, foram 336.755 demissões.

Para as empresas, o que isso significa?

A diminuição do quadro de funcionários sempre implica em reestruturação. Para que as atividades cotidianas sejam mantidas, é importante que todas as tarefas sejam revistas, assim como as responsabilidades dada a cada colaborador.

O regime home office pode ser adotado de vez nos próximos anos, em especial pelas companhias que trabalham com internet, comunicação e serviços que podem ser feitos à distância. Isso implicará em modificações na rotina dos trabalhadores e, possivelmente, em mudanças nos benefícios recebidos.

Para as empresas que exigem trabalho presencial, o desafio é um pouco maior: além de equipar o ambiente que será compartilhado, fazendo com que as mesas e cadeiras fiquem distantes e fornecendo artigos de segurança, será necessário otimizar o sistema de trabalho, com possíveis treinamentos e mudanças de função.

Quais são os direitos do funcionário demitido durante a pandemia?

Caso o funcionário tenha carteira assinada, a sua demissão deve seguir às regras da CLT. Assim, quem for demitido sem causa justa deve ter direito ao aviso-prévio proporcional ao seu tempo de serviço.

Para além disso, ele deve receber o saldo salarial, o 13º salário proporcional, as férias vencidas ou proporcionais (acrescidas de um terço de seu valor) e indenização de 40% do saldo do FGTS. Caso seja elegível, o colaborador poderá receber o seguro-desemprego e fazer o saque do seu FGTS.

Caso a empresa tenha que fechar as portas, a situação é um pouco diferente. Segundo artigo publicado pela revista Exame, quando o empregador encerra as suas atividades por força maior é necessário pagar, em vez de indenização de 40% sobre o FGTS, metade desse valor.

No caso da pandemia da Covid-19, é preciso que a empresa demonstre que o fechamento se deu por conta dessa situação específica.

Os trabalhadores que tiveram a jornada de trabalho e o salário reduzidos, por sua vez, não poderão ser dispensados sem justa causa durante o período de duração da medida.

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